31 de Outubro de 2005

JNPDI! FILES

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E para animar mais um dia de chuva aqui ficam Stan Getz e Charlie Byrd em "Desafinado".

Um disco essencial em qualquer discografia de jazz (e de boa música, digo eu) que se preze!

Jazz natalício

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O recente post que aqui colocámos sobre Diana Krall e o comentário de um leitor sobre a existência de vários discos de jazz dedicados a esta quadra, levou-nos a pesquisar sobre este assunto.

Assim sendo, aqui fica uma compilação do trabalho produzido para o Natal por alguns jazzmen e jazzwomen mais destacados, sem esquecer que cabem a Ella Fitzgerald os louros por ter realizado uma dos mais interessantes e divulgadas obras de swing natalício.

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30 de Outubro de 2005

Hoje vimos...

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Hoje estivemos a ver, no canal Hollywood, o filme "The Benny Goodman Story", realizado em 1955 por Valentine Davies.

Entre os actores músicos contam-se tão só nomes como Lionel Hampton, Gene Krupa, Ben Pollack, Teddy Wilson, Kid Ory, Harry James, Ziggy Elman, Martha Tilton, Urbie Green, Buck Clayton e Stan Getz.

Um elenco de luxo.

JNPDI! FILES

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E para animar este dia de nevoeiro e chuva nada melhor do que o acordeonista Richard Galliano com a música de Astor Piazzolla, em "Libertango".

29 de Outubro de 2005

JNPDI! e All About Jazz

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Vale a pena visitar o site All About Jazz, que contém sempre informação actualizada sobre este género musical e os seus principais protagonistas.

Serve também este post para informar que desde Setembro que somos colaboradores deste projecto, tendo publicado nessa data o nosso primeiro artigo, uma entrevista a Houston Person. (ver texto aqui)

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A propósito de Houston Person, que nos visitou este ano no Estoril Jazz, já foi editado nos EUA o seu mais recente registo - All Soul - trabalho que divulgámos em primeira mão na entrevista referida.

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Continuamos com Greg Osby, em mais um tema (o 2.º) gravado ao vivo no Festival de Jazz do Porto, em 4 de Novembro de 2000.

Fiquem, pois, com "Jitterbug Waltz/Mentor's Prose".

Os 80 anos de Oscar Peterson

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Oscar Peterson teve direito a uma pequena festa de comemoração do seu 80.º aniversário, celebrado a 15 de Agosto.

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A cerimónia informal foi abrilhantada pela presença e actuação de Diana Krall, conterrânea e admiradora confessa de Peterson.

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28 de Outubro de 2005

Madeleine Peyroux em digressão pelo Brasil

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E agora uma notícia para os nossos leitores do Brasil.

A cantora Madeleine Peyroux efectua a partir de 21 de Novembro uma série de concertos neste país, com início em Curitiba e término no Rio de Janeiro:

21/11/2005, Teatro Guayra, Curitiba
22/11/2005, Teatro Sesi, Porto Alegre
23/11/2005, Via Funchal, São Paulo
25/11/2005, Teatro Dom Silvério, Belo Horizonte
28/11/2005, Canecão, Rio de Janeiro

Diana Krall lança CD de Natal

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Ok, a imagem do CD é pouco natalícia, mas o conteúdo é-o na sua essência.

Diana Krall lança já no próximo dia 31 do corrente o seu primeiro CD com temas associados ao Natal.

Espera-se muito swing e um registo de qualidade, sobretudo se levarmos em conta que a voz de Krall surge apoiada pela Clayton-Hamilton Jazz Orchestra (que se estreou entre nós no Estoril Jazz 2004).

Aqui fica a lista dos temas interpretados:

1. Jingle Bells
2. Let It Snow
3. Christmas Song
4. Winter Wonderland
5. I'll Be Home for Christmas
6. Christmas Time Is Here
7. Santa Claus Is Coming to Town
8. Have Yourself a Merry Little Christmas
9. White Christmas
10. What Are You Doing New Year's Eve
11. Sleigh Ride
12. Count Your Blessings Instead of Sheep

27 de Outubro de 2005

JNPDI! FILES

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E por falar em Greg Osby... é com muito prazer que apresentamos a partir de hoje um conjunto de quatro temas gravados ao vivo por este saxofonista no Festival de Jazz do Porto, em 4 de Novembro de 2000.

Começamos por "Six of One" com Greg Osby no saxofone alto e acompanhado por Kelvin Sholar (piano), Vashon Johnson (contrabaixo) e Derreck Phillips (bateria).

Um luxo podermos rever este concerto nortenho!

Jacinta e Greg Osby ao Vivo em Lisboa

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A cantora portuguresa Jacinta e o saxofonista norte-americano Greg Osby actuam em Lisboa, na Aula Magna, no próximo dia 25 de Novembro.

O pretexto é a apresentação de Daydream, o novo disco de Jacinta, produzido por... Greg Osby, claro, e gravado em Nova Iorque.

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Aos dois juntam-se em palco James Weidman (piano), Matt Brewer (contrabaixo) e Rodney Greene (bateria).

50 anos da carreira de Victorino d'Almeida

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[Foto de João Moreira dos Santos]

O maestro António Victorino d'Almeida celebra este ano 50 anos de carreira na música e para assinalar este importante marco o nosso amigo (e amante do jazz) jornalista Paulo Sérgio decidiu lançar um livro que reporta 30 horas de entrevista com o homenageado.

O lançamento teve lugar, ontem, na FNAC, a que tivemos oportunidade de assistir, aproveitando para folhear o livro e ler o que ele contém sobretudo sobre o jazz.

Ao longo de uma meia dúzia de página, ficámos a saber que Victorino d'Almeida é um apaixonado pelo pianista Keith Jarrett e um apreciador de Erroll Garner e Oscar Peterson. Ah! e tem o jazz em excelente conta, ainda que entenda que o improviso é, de certa forma, artificial.

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[Foto de João Moreira dos Santos]

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[Foto de João Moreira dos Santos]

À apresentação do livro - António Victorino D'Almeida conta 50 anos na música a Paulo Sérgio dos Santos - compareceram vários nomes de vulto das artes, desde Carlos do Carmo (na foto com o autor do livro) a Maria do Céu Guerra e Olga Pratts.

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[Foto de João Moreira dos Santos]

26 de Outubro de 2005

JNPDI! FILES

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Um tema muito engraçado tocado pela Orquestra de Glenn Miller - "Don't Sit Under the Apple Tree (With Anyone Else But Me)" - e composto por Lew Brown/Sam H. Stept/Charles Tobias.


Don't sit under the apple tree with anyone else but me
Anyone else but me, anyone else but me, no, no, no
Don't sit under the apple tree with anyone else but me
'Til I come marchin' home

Don't go walkin' down Lovers' Lane with anyone else but me
Anyone else but me, anyone else but me, no, no, no
Don't go walkin' down Lovers' Lane with anyone else but me
'Til I come marchin' home

I just got word from a guy who heard
From the guy next door to me
The girl he met just loves to pet
And it fits you to a T
So, don't sit under the apple tree with anyone else but me
'Til I come marchin' home

Don't give out with those lips of yours to anyone else but me
Anyone else but me, anyone else but me, no, no, no
Watch those girls on foreign shores, you'll have to report to me
When you come marchin' home

Don't hold anyone on your knee, you better be true to me
You better be true to me, you better be true to me
Don't hold anyone on your knee, you're gettin' the third degree
When you come marchin' home

You're on your own where there is no phone
And I can't keep tabs on you
Be fair to me, I'll guarantee
This is one thing that I'll do
I won't sit under the apple tree with anyone else but you
'Til you come marchin' home

Don't sit under the apple tree with anyone else but me
I know the apple tree is reserved for you and me
And I'll be true 'til you come marchin' home

Uma carta para reflectir

Por entendermos que merece reflexão e por se tratar de uma iniciativa que, se não é inédita, não é pelo menos comum, aqui divulgamos a carta que o guitarrista André Fernandes escreveu ao director do "Público" sobre a apreciação que o crítico de jazz deste jornal de referência escreveu sobre o concerto de Kurt Rosenwinkel no Seixal Jazz, da qual nos foi dado conhecimento pelo nosso amigo e pianista Filipe Melo.

Exmos.Srs., escrevo para expressar o meu desagrado pela crítica escrita por Rui Horta Santos aos concertos do SeixalJazz na edição de hoje.

Assusta-me pensar que à medida que o tempo passa, a atenção dada às Artes, e particularmente ao Jazz em Portugal, caia nas mãos de pessoas sem qualquer capacidade crítica, ou formação específica.

Senhor director:

O Sr.Horta Santos refere-se ao músico Kurt Rosenwinkel como um músico pouco original, e a quem falta encontrar uma "voz" própria. Qualquer músico estabelecido na nossa "praça" ou em qualquer outra parte do mundo poderá afirmar que este comentário é tão absurdo como dizer que Hall, Montgomery, Metheny ou Scofield não foram originais no seu tempo. Revela um desconhecimento total do instrumento em causa, e da sua história, para além de uma ignorância inaceitável do universo do Jazz actual. Isto não é uma opinião pessoal, mas sim uma afirmação universalmente reconhecida, e independente de gosto. Não espero que o Sr.Horta Santos goste ou desgoste do músico em causa, mas sim que o descreva de forma justa e correcta, coisa que não fez.

Em segundo lugar, o Sr.Horta Santos faz referência a dois músicos que teria a obrigação de conhecer, Joe Martin e Ari Hoening, comentando a sua prestação no concerto. Ora nenhum destes músicos tocou! Foram substituídos por Omer Avital e Eric Harland, outros dois músicos que é pena que o Sr.Horta Santos não conheça, ou reconheça ao ouvir tocar. Será que os ouviu?

Deveria ter a capacidade de perceber auditivamente que os músicos em palco não eram aqueles que pensava, e caso não fosse capaz, deveria pelo menos ter ouvido o líder do grupo a anunciar os nomes..

Eu falo com conhecimento de causa sobre este assunto, e penso que é deixar ir longe demais o desrespeito pelo Jazz e pelos músicos, permitindo que pessoas como o Sr. Horta Santos passem a escrever para uma publicação de prestígio como é o jornal Publico. O Sr.Horta Santos já escreveu várias asneiras sob o seu pseudónimo Abdul Moimême (?) em outras publicações, e fico muito preocupado com o seu futuro trabalho a nível nacional através do Público.

O país merece ser informado, não enganado.

Sinceramente, André Fernandes.

Músico, docente na Escola de Jazz Luis Villas-Boas (Hot Clube), e gerente da editora Tone of a Pitch.


Pois bem, os dados estão lançados para debater um assunto que merece debate: a qualidade da crítica musical em Portugal.

Já agora aproveitamos para informar que há já quem (e o quem aqui não é um qualquer quem) se esteja a movimentar para exprimir a sua indignação junto da Universidade de Aveiro por esta instituição dar a sua chancela à Colecção Let's Jazz em Público.

Os argumentos vão no sentido de a Universidade não dever associar-se a uma obra cujos textos, e passamos a citar, carecem de "rigor", revelam "ausência de investigação" e contêm "inúmeras imprecisões e erros".

Como se vê, tema para debate não falta.

Ainda assim creio que pior do que fazer algo mal, é não fazer de todo. Com erros e imprecisões se vai, se a humildade assim o permitir, aprendendo.

JNPDI! VIDEO FILES


[clique duas vezes na imagem com o rato para ela assumir o ecran inteiro]

É com muita satisfação que conseguimos colocar aqui o vídeo de um dos temas de Michael Bublé que mais nos agradam: "Feeling Good".

Mais uma vez... não é jazz, mas cheira a jazz e é bom.

Stay tuned!

25 de Outubro de 2005

O que é pior: A gripe das aves ou a febre do lucro?

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É imperioso passar pelo site da PETA, organização norte-americana que se dedica a denunciar a actuação da KFC (Kentucky Fried Chicken) com os animais que servem a sua vasta cadeia de lojas de fast food e fast "weight".

Não aconselhamos o visionamento dos vídeos por pessoas mais sensíveis. Nós próprios desligámos a meio... tal a crueldade que a ganância do lucro rápido inlfige às aves.

Por isso perguntamos: O que é pior, a gripe das aves ou a febre do lucro?

Kurt não foi uma curte por aí além...

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[Foto de João Moreira dos Santos]

A noite de Sábado apresentava-se como um dilema para qualquer amante de jazz: ir ouvir Toots Thilemans,valor seguro, ou Kurt Rosenwinkel, novo talento e, por isso, uma incógnita quanto ao resultado final.

Optámos por Rosenwinkel, interessandos em saber se a fama que o precede tem ou não correspondência com qualidade e criatividade.

Exímio tecnicista, o guitarrista não desagradou a quem gosta de ver e ouvir uma boa execução instrumental, para mais com rapidez no dedilhar e no débtio de escalas e não só.

Porém, a sua prestação esteve longe do que se esperava, pecando por excesso de técnica em detrimento de sentimento e sentido. As introduções que realizou a alguns temas roçaram o desinteresse e a repetição de ideias/licks. É um guitarrista pouco melódico e que nem sempre cria dinâmicas, algo que já em 1990 e 1991 se ensinava nos Cursos Internacionais Projazz, ouvindo atentamente Rufus Reid, Clark Terry ou Reggie Workman, por exemplo.

Não quer isto dizer que tenha sido um mau concerto, até porque estavam lá um excelente pianista (Aaron Goldberg), embora muito "tapado" pela lógica deste projecto musical, e um notável baterista, um dos mais solicitados na actualidade.

O saxofonista Chris Cheek, de quem muito se esperava, acabou por não deixar marca digna de grande nota.

Porém, só assistimos ao concerto das 21h00, pelo que o das 23h00 poderá ter introduzido dados que desconhecemos.

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[O pianista Aaron Goldberg no final do concerto - Foto de JMS]

Há, porém, que tecer algumas considerações justas sobre o Seixal Jazz:

1. - O Seixal Jazz é o festival mais completo de todos os que se realizam entre nós. Ou seja, é um verdadeiro happening e um verdadeiro projecto integrado de cultura e educação, com múltiplas manifestações e acontecimentos associados. Destas, destacamos o projecto que envolve as escolas (fundamental para a educação musical e para a criação de novos públicos) e os workshops (fundamentais para o desenvolvimento de competências nos jazzmen portugueses).

2. - O Seixal Jazz é sem dúvida o projecto com o melhor gabinete de imprensa, notando-se uma elevada profissionalização na relação com os media e uma adequada dotação de recursos.

3. - O Seixal Jazz é o único festival português que edita e publica livros e folhetos educativos e que gere uma colecção de merchandising, contribuindo para a sedimentação de uma imagem de marca. O Estoril Jazz pode aqui rivalizar com o Seixal Jazz, mas faltam-lhe os recursos financeiros para ir mais longe.

Por tudo isto, estamos em crer que os demais festivais podem e devem aprender com este evento cultural. Não temos qualquer dúvida de que o Seixal Jazz é hoje o que de mais parecido há com um festival de jazz do futuro e com o que já sucede lá fora. Com muita margem ainda para evolução, naturalmente, e tendo em conta que a realidade nacional não permite por vezes ir mais longe.

Eric Dolphy em DVD

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Acaba de ser publicado nos EUA um DVD há muito esperado.

Este documento regista a última gravação do genial Eric Dolphy, realizada na Holanda, em 2 de Junho de 1964, e realiza também um esboço biográfico do músico, podendo ser adquirido aqui.

24 de Outubro de 2005

JNPDI! VIDEO FILES


[clique duas vezes na imagem com o rato para ela assumir o ecran inteiro]

A voz de Jamie Cullum em "Wind Cries Mary".

não é jazz, mas é bom.

Stay tuned!

23 de Outubro de 2005

Sonny Rollins e os Rolling Stones

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O que faz um disco de rock, dos Rolling Stones, num blog de Jazz?

Relembra o encontro de dois gigantes da música, quando Sonny Rollins, pelo jazz, e os Rolling Stones, pelo rock, gravaram juntos o tema "Waiting on a Friend", editado neste disco publicado em 1981.

22 de Outubro de 2005

Um concerto memorável na Ordem dos Médicos

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No passado dia 30 de Setembro, teve lugar na Ordem dos Médicos, em Lisboa, um concerto liderado pelo médico/pianista/jazzman António José de Barros Veloso (mais conhecido, no meio do jazz, por Tó Zé).

Este espectáculo já vai ganhando raízes e tradição, tendo surgido pela primeira vez no ano passado, evento a que tivemos oportunidade de assistir, ao contrário do que sucedeu este ano.

Em palco estiveram João Moreira (trompete), Pedro Moreira (saxofone-tenor), Bruno Santos (guitarra), Bernardo Moreira (contrabaixo), André Sousa Machado (bateria) e Marta Hugon (voz), conforme ilustram as imagens gentilmente cedidas por Isabel Almasqué, também ela médica mas, que se saiba, não instrumentista.

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Falamos deste concerto porque tivemos oportunidade de ouvir a gravação do mesmo em CD e estamos em condições de poder afirmar que é do melhor jazz que já ouvimos gravado por músicos portugueses.

De facto, tratou-se de uma noite super inspirada para todos os músicos, sendo que o trompete de João Moreira assume especial destaque, não só pela componente técnica, mas também pelas explorações sonoras que fez de pedais e efeitos, alguns absolutamente fantásticos em si e pela forma como foram "encaixados" nos temas e nos solos.

Entre os temas tocados destaca-se "Lou's Blues" (célebre por ser o indicativo do programa "5 Minutos de Jazz"), "Take The A Train" e um fabuloso "I'm Getting Sentimental Over You", este com uma muito feliz interpretação de João Moreira.

Em nossa opinião, que já exprimimos ao mentor deste projecto, Tó Zé Veloso, esta gravação devia ser editada ou, na impossibilidade disso, o grupo que tocou devia ser rapidamente levado para estúdio e gravar.

Morreu Shirley Horn

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A cantora e pianista Shirley Horn faleceu no passado dia 20 do corrente, aos 71 anos, em Washington, na sequência de doença prolongada.

Nascida a 1 de Maio de 1934, Horn começou a tocar piano aos 4 anos. Em 1954 organizou o seu primeiro trio e em 1960 Miles Davis convidou-a para abrir os seus espectáculos no clube Village Vanguard. Daqui nasceu o primeiro contrato com uma editora, a Mercury, e uma grande amizade com o trompetista, que os levaria a gravar em conjunto já no final da vida de Miles (You Won't Forget Me).

Na Mercury, Horn teve como produtor o talentoso Quincy Jones, mas nem tudo corria bem, devido a desentendimentos de natureza estética e criativa, e a cantora acabou por gravar para a Steeplechase.

Em 1986, Horn assinou com a Verve e produziu uma série albums aclamados pela crítica. Para esta editora gravou 14 registos e conquistou 8 nomeações para os Grammy.

Da sua discografia destacam-se essencialmente:

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[I Thought About You - 1987]

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[Clse Enough for Love - 1988]

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[You Won't Forget Me - 1990]

Villas-Boas e os "cornos" de Sun Ra

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Villas era conhecido por dizer das "boas" sobre tudo e todos e não ter papas na língua, o que lhe granjeou alguns inimigos no jazz e na música em geral.

JNPDI! apanhou um texto que é uma delícia de ler, em que Villas-Boas conta com um dia se cruzou com os "cornos" de Sun Ra...

"(...) há vanguardistas que respeito, como por exemplo o George Russell, que tem uma grande capacidade de criar e inovar. Mas outros devem andar a reinar connosco. Há que saber distinguir a qualidade musical e muitos critícos não têm conhecimentos musicais para isso. Mas, francamente, mandar pianos ao ar ou dar pontapés no piano não é o meu género de música. Há que saber distinguir entre os brincalhões e os músicos a sério.

Dou-lhe um exemplo: Cecil Taylor. Trouxe-o a Portugal, quando, praticamente, ninguém o conhecia. Nessa altura ele fazia pacotes num armazém e tocava no «Five Spot Café», em Nova Iorque, onde o ouvi tocar. E achei, logo, que era formidável.

Agora o Art Ensemble de Chicago ou o palhaço do Sun Ra, que toca com umas baquetas... não! Ainda outro dia, encontrei os «cornos» do Sun Ra, na rua, na Holanda e fui entregar-lhos ao hotel e ele disse-me que já estava a sentir a falta das vibrações..."


Este texto e outros têm entrada directa num livro que estamos a ultimar sobre o pensamento jazzístico de Luís Villas-Boas, o homem que é considerado o "pai do jazz em Portugal".

PS: Nada temos contra Sun Ra (até porque desconhecemos a sua obra) e portanto os seus apreciadores não precisam de vir já a correr descarregar palavras ofensivas nos comentários a este post! :)

21 de Outubro de 2005

Sem drama

O Pavilhão do Dramático pode ter vindo abaixo, mas a memória do Cascais Jazz vai perdurar.

A Câmara Municipal de Cascais teve a feliz ideia, soubemos ontem em primeira mão, de aí colocar uma inscrição que evoque os principais gigantes do jazz que ali subiram ao palco, desde Miles Davis a dexter Gordon.

Também os grandes nomes do rock que por lá passaram, desde os Genesis aos Supertramp, beneficiarão de igual memorial.

É pouco, mas é melhor do que nada!

20 de Outubro de 2005

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[clique duas vezes na imagem com o rato para ela assumir o ecran inteiro]

Tínhamos prometido Chet Baker e aqui está ele numa sequência do filme biográfico "Let's Get Lost".

Stay tuned!

Rosa Reis lança livro Jazz

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[Foto de João Moreira dos Santos - Rosa Reis e Roy Haynes]

É já no próximo sábado, dia 22, às 18 horas, que Rosa Reis apresenta o livro Jazz.

A acção decorre na Galeria de Exposições Augusto Cabrita, integrada no Seixaljazz.

JNPDI! tem um carinho especial por Rosa Reis e pelo seu talento para a fotografia e por isso não pode deixar de lhe endereçar desde já as maiores felicidades para este seu novo projecto.

Já agora... digam lá se aqui o rapaz não apanhou a fotógrafa (e a sua máquina!)num momento interessante, no caso na "caça" ao autógrafo de Roy Haynes, no Estoril Jazz 2005...

:)

O que andamos a ouvir

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Andamos a ouvir uma das vozes mais interessantes dos últimos tempos.

Pertence a Angelina e vem da Madeira.

Votlaremos em breve a este assunto assim que apreciarmos convenientemente o disco que nos acaba de chegar gentilmente às mãos e ouvidos.

Sobre Wayne Escoffery

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Wayne Escoffery é inglês, daqueles de Londres. Mas a surpresa não vai muito longe, uma vez que, para não fugir à regra, Escoffery descobriu o jazz e formou-se musicalmente do outro lado do oceano, nos EUA, terra para onde ruma quem quer aprender isto do jazz. E para cumprir com a restante imagem predefinida e clássica do músico de jazz, Escoffery também é negro e também faz caretas daquelas de prazer e esforço, que qualquer fotógrafo deseja registar. Apenas dois detalhes parecem desafinar esta pauta: Escoffery não é barrigudo, antes tem um corpo trabalhado de modelo; e não entrou ainda nos "enta", pois que é um jovem de apenas 30 anos.

Escoffery pode andar por aí há pouco tempo, mas já se mostrou maduro. O saxofonista é dono de um vistoso currículo, de que fazem parte dois discos assinados por si, uma dezena de registos em que participou, um composto rol de colaborações, e uma bela lista de formações com que actua, sendo a principal a Mingus Big Band.

Três dos músicos que aqui se apresentam são responsáveis por Intuition (2004), o segundo disco de Escoffery, e aquele que definitivamente o apresentou à cena jazz internacional: Jeremy Pelt é o homem do trompete e Rick Germanson quem manipula o piano. O contrabaixista de serviço é Hans Glawischnig e sentado à bateria está Jason Brown.

Intuition granjeou a Escoffery bons elogios por parte da crítica norte-americana. Dele se disse ter um domínio exemplar do saxofone, robusto em todos os registos, e ser capaz de deslumbrar. Coltrane é uma das suas grandes influências. Mas não se perca de vista o trompete de Jeremy Pelt.

Igualmente jovem, desde que começou a gravar, como sideman, em 2001, Pelt não mais parou e já soma mais detrinta discos, quatro com o seu cunho - Identity tem selo de 2005. O registo Close to My Heart (2003), interpretação de temas alheios, valeu-lhe o epíteto de "estrela emergente" pela crítica nova-iorquina, e nas páginas do Wall Street Journal comentou-se que Pelt teria "big hears", gíria para designar um músico talentoso. Este trompetista toca habitualmente com Lewis Nash e pode ainda ser visto na Cannonball Adderley Legacy Band. É de ficar atento.

O pianista Rick Germanson, Talento do Ano 2004 pela All About Jazz, é igualmente um dos nomes que correm pela cidade que nunca dorme. Actualmente trabalha com a cantora Carla Cook, é membro da já referida banda de tributo ao histórico do saxofone-alto, e é ainda professor de piano na Universidade de Nova Iorque. Inventivo, melódico, capaz de solos fortes, Germanson também tem discos, dois, escritos por si. São precisos melhores argumentos?

www.escofferymusic.com

Discografia selectiva de Wayne Escoffery

2004 Intuition, Nagel Heyer 2038
2001 Times Change, Nagel Heyer 2015

[Fonte: Seixal Jazz]

Seixal Jazz arranca hoje

Tem início hoje, com o quinteto de Wayne Escoffery, o ciclo de concertos internacionais do Seixal Jazz. O espectáculo está marcado para as 21.30 horas, no Fórum Cultural do Seixal.

Desde sexta-feira que já estão a decorrer também os espectáculos do Seixal Jazz Clube, um espaço que recria um antigo Clube de Jazz, situado na fábrica Mundet.

Para além da música, o Seixal Jazz inclui workshops, exposições, uma feira de materiais ligados ao jazz e actividades que pretendem dar a conhecer aos mais novos este género musical.

Seixal Jazz - Programa Principal
Fórum Cultural

Dia 20 de Outubro, quinta-feira
21.30h e 23.30h
Wayne Escoffery Quintet
Wayne Escoffery (saxofones tenor e soprano)
Jeremy Pelt (trompete)
Rick Germanson (piano)
Hans Glawischnig (contrabaixo)
Jason Brown (bateria)

Dia 21 de Outubro, sexta-feira
21.30h e 23.30h
Quinteto Laurent Filipe
Laurent Filipe (trompete)
Mário Delgado (guitarras)
Rodrigo Gonçalves (piano)
Nelson Cascais (contrabaixo)
Alexandre Frazão (bateria)

Dia 22 de Outubro, sábado
21.30h e 23.30h
Kurt Rosenwinkel Quintet
Chris Cheek (saxofone tenor)
Kurt Rosenwinkel (guitarras)
Aaron Goldberg (piano)
Joe Martin (contrabaixo)
Eric Harland

Continuam os espectáculos no Seixal Jazz Clube

Os espectáculos continuam também no Seixal Jazz Clube. De terça a sábado, entre as 21 e as 2 horas, a antiga fábrica Mundet, que recria um antigo clube de Jazz, recebe vários grupos. O espaço conta ainda com serviço de bar, a cargo da Associação JuvenilSouthside Collective Dj>'s.

Dia 18 de Outubro, terça-feira
23 e meia noite
Actuação da Escola Moderna de Jazz do Seixal.

Dia 19 de Outubro, quarta-feira
23 meia noite
Trio de Rui Caetano
Rui Caetano (piano)
João Custódio (contrabaixo)
Marco Franco (bateria)

Dia 20 de Outubro, quinta-feira
23 e meia noite
Trio Mário Franco
Mário Franco (contrabaixo)
Mário Delgado (guitarra)
Alexandre Frazão (bateria)

Dia 21 de Outubro, sexta-feira
23 e meia noite
Quarteto Politonia
José Soares (guitarra)
Mário Franco (contrabaixo)
Guto Lucena (sax alto e tenor)
Carlos Miguel (bateria)

Dia 22 de Outubro, sábado
23 e meia noite
SPILL
André Fernandes (guitarra)
João Gomes (teclados)
Marta Hugon (voz, guitarras e sampler)
Miguel Amado (baixo eléctrico)
João Lencastre (bateria) e um músico convidado

19 de Outubro de 2005

A vida de Tommy Dorsey em livro

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Em Novembro próximo chega ao mercado Norte Americano a biografia de Tommy Dorsey (1905-1956), famoso trombonista e líder da orquestra em que Frank Sinatra iniciou a sua ascensão.

O livro é da autoria de Peter Levinson e surge por ocasião do centenário do nascimento de Dorsey, sendo acompanhado pelo lançamento de 3 CD com a obra discográfica do músico: The Sentimental Gentleman of Swing: Centennial Collection.

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18 de Outubro de 2005

JNPDI! VIDEO FILES


[clique duas vezes na imagem com o rato para ela assumir o ecran inteiro]

Aqui no JNPDI! estamos sempre a tentar inovar e a surpreender os nossos leitores e por isso estreamos em primeira mão a inclusão de vídeos em blogs de jazz e não só, facto que devemos à preciosa ajuda do nosso amigo Mário Silva.

Nos próximos dias só vamos passar vídeos com jazz ou música próxima dele e assim sendo o leitor de aúdio fica desactivado.

Para já ficamos com a voz de Peter Cincotti em "St. Louis Blues".

Daqui a uns dias vamos apresentar Chet Baker.

Stay tuned!

Orquestra de Costa Pinto no Casino Estoril

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Lá estaremos para assistir a este evento e para apoiar o que é nacional.

Aqui mora um génio (5)

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Começou por tocar "apenas" contrabaixo e tocou tão só com os melhores dos melhores do jazz, desde Louis Armstrong e Charlie Parker a Duke Ellington (Mingus foi o único músico que Ellingto ndespediu da sua orquestra, não pela componente artística mas sim pela personalidade irascível do contrabaixista).

Acabou por se afirmar também como um criativo e original compositor e como um irreverente e distinto líder de projectos musicais.

Charles Mingus, que não gostava de ser tratado por Charlie (porque assim é que se tratam as crianças), mora aqui.

Neste site é possível ler alguns testemunhos pessoais de Mingus, como este em que ele se define:

"In other words I am three. One man stands forever in the middle, unconcerned, unmoved, watching, waiting to be allowed to express what he sees to the other two.
The second man is like a frightened animal that attacks for fear of being attacked.
Then there's an over-loving gentle person who lets people into the uttermost sacred temple of his being and he'll take insults and be trusting and sign contracts without reading them and get talked down to working cheap or for nothing, and when he realizes what's been done to him he feels like killing and destroying everything around him including himself for being so stupid. But he can't - he goes back inside himself.

Which one is real?

They're all real
".

Vale a pena ainda ler os seguintes textos:

- WHAT IS A JAZZ COMPOSER

- OPEN LETTER TO MILES DAVIS

- CHARLES MINGUS CAT TOILET TRAINING PROGRAM

- BLINDFOLD TEST - DOWNBEAT MAGAZINE, 1960

- MINGUS EXPLAINS SONG TITLES

- THE TOWERS

Já agora, neste site moram também algumas fotografias com interesse, como esta:

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17 de Outubro de 2005

JNPDI! FILES

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A voz e a emoção únicas de Mercedes Sosa, uma das grandes vozes da América Latina (esqueçam a Chavela Vargas e outras...) e sem dúvida a mais importante da Argentina, onde nasceu em 1935.

É jazz? Claro que não, mas aqui no JNPDI! nem só de jazz se fala. Desde que seja boa música... E esta canção que estão a ouvir (isto para quem tem colunas no PC) tem tal intensidade que não podíamos mesmo deixar de a divulgar.


Mercedes Sosa - "Como La Cigarra"

Tantas veces me mataron,
tantas veces me morí,
sin embargo estoy aquí
resucitando.
Gracias doy a la desgracia
y a la mano con puñal,
porque me mató tan mal,
y seguí cantando.

Cantando al sol,
como la cigarra,
después de un año
bajo la tierra,
igual que sobreviviente
que vuelve de la guerra.

Tantas veces me borraron,
tantas desaparecí,
a mi propio entierro fui,
solo y llorando.
Hice un nudo del pañuelo,
pero me olvidé después
que no era la única vez
y seguí cantando.

Cantando al sol,
como la cigarra,
después de un año
bajo la tierra,
igual que sobreviviente
que vuelve de la guerra.

Tantas veces te mataron,
tantas resucitarás
cuántas noches pasarás
desesperando.
Y a la hora del naufragio
y a la de la oscuridad
alguien te rescatará,
para ir cantando.

Cantando al sol,
como la cigarra,
después de un año
bajo la tierra,
igual que sobreviviente
que vuelve de la guerra.



Disco: Mercedes Sosa en Argentina

Tema: "Como la Cigarra"

15 de Outubro de 2005

Em breve nas livrarias

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Já está impresso o livro que escrevemos sobre os 30 anos que Duarte Mendonça leva na produção de jazz em Portugal.

A obra deve chegar às livrarias em meados de Novembro e JNPDI! vai ter alguns exemplares para vender directamente e em primeira mão e, se possível, mais em conta.

Aqui apresentamos algumas das 350 páginas que o compõem, pedindo desculpa pela notória má qualidade das digitalizações:

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[Em casa, com Branford Marsalis]

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[No Hot Clube, em 1974, com Villas-Boas]

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[Cronologia dos principais festivais produzidos]

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[Cronologia dos principais festivais produzidos]

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[Muddy Waters e Gerry Portnoy no Cascais Jazz de 1976]

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[Toots Thielemans e Dexter Gordon no Cascais Jazz de 1978]

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[Rui Veloso no Cascais Jazz, em 1984]

Se houver leitores interessados em adquirir o livro por este blog seria conveniente deixarem desde já expresso esse interesse nos comentários (sem que isso signifique qualquer compromisso) porque vamos ter apenas umas poucas dezenas de exemplares disponíveis para o efeito.

Assim que tivermos o orçamento para os portes dos correios informaremos quanto ao preço a praticar, sendo que nas livrarias deve rondar os 25/30 euros.

JNPDI! FILES

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O saxofonista-alto Donald Harrison em "Nouveau Swing".

Acompanham-no o pianista Anthony Wonsey, o contrabaixista Christian McBride e os bateristas Carl Allen e Dion Parson.

Disco: Nouveau Swing

Ano de edição: 1997

Tema: "Nouveau Swing"

Já está a 18 euros na FNAC...

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Aqui há umas duas semanas demos nota do elevado preço a que estava a ser vendido na FNAC um novo disco que apresenta gravações inéditas de Thelonious Monk e John Coltrane ao vivo no Carnegie Hall de Nova Iorque, em concerto realizado em 1957 e gravado pela estação de rádio Voice of America (VOA).

Nessa altura, a 27 de Setembro, quando o disco foi lançado, o preço estava fixado em 20,50 euros e vaticinámos que volvidas algumas semanas a tendência da FNAC seria para o reduzir substancialmente.

Pois bem, já está a 18 euros e trocos...

MAs ainda não é altura para comprar. Aguardem-se mais umas semanas e o preço ainda cairá mais uns pós.

14 de Outubro de 2005

Tudo sobre os Blues

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Sai em breve, nos EUA, uma enciclopédia sobre os Blues, obra importante.

A autora, Debra DeSalvo, editora da "Blues Revue" e colunista da "Rolling Stone Online", efectua assim uma viagem às origens deste género musical, base do jazz e do rock, e explica alguns dos termos empregues nas suas letras, como "alcorub", "mojo" e "killing floor".

Em Portugal não só continua a escrever-se pouco sobre música, como não se traduz quase nada. O mercado é pequeno... pois é, mas em Espanha o mercado também é menor do que nos EUA e são milhares os livros traduzidos. Talvez também por isso o idioma castelhano tenha o fado que tem, bem diferente do nosso.

JNPDI! FILES

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O saxofonista-alto Sony Stitt (um Parkeriano) em "Autumn In New York". Acompanham-no o pianista Walter Bishop, o contrabaixista Tommy Potter e o baterista Kenny Clarke.

Disco: Autumn In New York

Tema: "Autumn In New York"

13 de Outubro de 2005

O que se ouve no Hot Clube

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Este mês ainda é possível ouvir ao vivo no Hot Clube de Portugal:

13, 14 e 15 de Outubro às 23:00
"Mechanics"
Lars Arens (trombone), Johannes Krieger (trompete), Alípio Carvalho Neto (sax tenor), Ricardo Freitas (baixo), Rui Gonçalves (bateria)

18 de Outubro às 23:00
Jam Session

19 de Outubro às 23:00
"SINGLE"
Carlos Bica (contrabaixo), apresentação no HCP do CD "Single", ed. Bor Land.

20, 21 e 22 de Outubro às 23:00
Leo Tardin & "Grand Pianoramax"
Leo Tardin (minimoog, fender rhodes, piano), Julien Charlet (bateria), JP (voz, spoken words)apresentação do CD "Grand Pianoramax" com o apoio do Departamento de Cultura da cidade de Geneve.

25 e 26 de Outubro às 23:00
Jam Session

27 e 28 de Outubro às 23:00
Quinteto de António Pinto
Johannes Krieger (trompete), António Pinto (guitarra), Rodrigo Gonçalves (piano), Yuri Daniel(contrabaixo), André Sousa Machado (bateria)

29 Outubro às 23:00
Miguel Zenón Quartet
Miguel Zenón (sax alto), Luis Perdomo (piano), Hans Glawischnig (contrabaixo), Henry Cole (bateria) em colaboração com o SeixalJazz 2005

Hot Clube de Portugal - Sede
Praça da Alegria 39, cave
1250-004 Lisboa

Tel: +351 21 3467369
E-mail: clube@hcp.pt

12 de Outubro de 2005

Foi você que pediu uma rádio só de jazz e online?

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Pois saiba que ela existe aqui, emite em Francês e chama-se TSF JAZZ.

JNPDI! FILES

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O piano lírico de Bill Evans e o saxofone igualmente lírico de Stan Getz em "But Beautiful".

Na capa do disco, ao fundo, numa fotografia, Ella Fitzgerald e Louis Armstrong parecem apreciar o encontro destes dois gigantes do jazz.

Disco: Stan Getz & Bill Evans

Tema: "But Beautiful"

Novo registo de John Coltrane

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Foi ontem colocado à venda no mercado norte-americano um "novo" disco de John Coltrane.

Na verdade não é totalmente novo pois não se trata de um trabalho inédito, mas sim de apresentar com a qualidade digna de um Coltrane um conjunto de gravações pirata que já desde meados dos anos 60 circulavam com reduzida qualidade no mercado, realizadas a partir de emissões de rádio.

A editora Impulse! decidiu agora, com produção de Ravi Coltrane (filho de John), remasterizar as gravações que o saxofonista realizou quando actuou com a sua lendária banda - McCoy Tyner (piano), Jimmy Garrison (contrabaixo) e Elvin Jones (bateria) ? em Nova York, no clube Half Note, nos anos60.

One Down, One Up: Live At The Half Note apresenta os temas "One Down, One Up", "Afro Blue", "Song of Praise" e "My Favorite Things".

Pena é que não seja disponibilizado o total dos temas gravados neste clube nas sessões em causa...

11 de Outubro de 2005

Recordar Art Blakey

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Um dos maiores bateristas de sempre do jazz e líder de um dos mais importantes combos (os Jazz Messengers), Art Blakey (1919-1990) faria hoje anos.

Em Portugal, actuou no Cascais Jazz por duas vezes, no teatro Monumental (1974) e no Terreiro do Paço (1979), nas comemorações do 5.º aniversário da revolução de 25 de Abril.

Art Blakey partiu a 19 de Outubro de 1990, curiosamente apenas alguns dias após o seu aniversário.

10 de Outubro de 2005

JNPDI! FILES

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Para ouvir nestes dias de chuva...

O piano lírico de Bill Evans e o saxofone bluesy de Cannonball Adderley em "Waltz for Debby".

Disco: Know What I Mean

Tema: "Waltz For Debby"

9 de Outubro de 2005

O tap dance pode ressurgir

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O tap dance pode vir a conhecer de novo as luzes da ribalta, o que não deixaria de agradar a muitos, entre os quais nos incluimos.

Com efeito, aquilo que faltava até agora - a emergência de novos talentos - parece estar solucionado. Nos EUA começa a ganhar alguma visibilidade um novo virtuoso desta dança.

Savion Glover nasceu em 1973, em Newark, New Jersey, e tem vindo a desenvolver o legado que recebeu, entre outros, de artistas como Bill Bojangles ou Fred Astaire.

Entre os seus trabalhos mais recentes (2004) conta-se uma obra em homenagem a John Coltrane: "If Trane Wuz Here".

Savion pode assim ser a luz por que se esperava nesta arte norte-americana e a comprová-lo actua já este mês no prestigiado complexo artístico do Jazz At Lincoln Center, num projecto de homenagem à música de Thelonious Monk. Imaginamos a brilhante combinação que pode resultar entre um tap dancer e a música sincopada de Monk!

Esperemos que não demore a chegar a Portugal, que tanto precisa de acolher e desenvolver projectos que combinem diferentes expressões artísticas.

Hermeto Pascoal na Culturgest

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[Foto de João Moreira dos Santos]

Hermeto Pascoal esgotou ontem o auditório da Culturgest, em Lisboa, com os seus sons da "música universal", como o próprio denominou a sua música.

Pascoal é um caso único na música. Toca o que sente e diz o que pensa, mesmo quando o que pensa vai contra o politicamente correcto:

- "Quem tiver gravador pode gravar o concerto à vontade".
- "Copiem os meus discos porque as editoras roubam mesmo".

Além disso, é extraordinariamente criativo e comunicativo, pelo que não lhe foi difícil pôr o público a cantar.

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[Foto de João Moreira dos Santos]

Depois do concerto, fica a nova harmonia que o próprio arranjou para o velhinho fado «Ai Mouraria», que fez questão de deixar aos músicos portugueses para que a canção possa ganhar nova alma.

Qum puder que não perca o próximo concerto deste gigante da world music e que veja e ouça como cinco músicos podem fazer música com canos de metal, em pimprovisações rítmicas de grande complexidade e, iamginamos, extraordinária dificuldade técnica. Nunca o swing e a música sincopada deveu tanto a tão poucos canos...

JNPDI! FILES

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O violino de Stéphane Grappelli "canta" verdadeiramente a melodia de "Body and Soul".

Disco: NEVER NEVER LAND ? THE JON JARVIS TRIO

Tema: "Body and Soul"

7 de Outubro de 2005

Take a look!

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[Fest. Jazz da Alta Estremadura, Out. 2005]

Posso não ser especialista em fotografia, mas sei reconhecer uma boa fotografia quando a vejo.

Também não sei explicar o que faz dela uma boa fotografia; talvez o facto de ser portadora de uma história ou de um pouco da alma de quem foi fotografado. Ou pode ser só o sentido de oportunidade... ou o facto de o fotógrafo ter visto um ângulo que mais nenhum dos outros fotógrafos viu e ter ousado usá-lo.

Tudo isto para vos convidar a ver um site onde quem gosta de jazz encontra fotografias exepcionais, ainda para mais tiradas por alguém que não é profissional, isto no sentido de não ser esta a sua profissão.

O autor das fotografias é João Henriques, a quem, pela qualidade das suas fotografias, perguntámos como se interessou pelo jazz:

Comecei a ouvir jazz com 15 (devo ter 37) e o primeiro disco chamava-se live in japan do coltrane, seriam umas 3 da manhã e a noite "já ia avançada" como diria o Humphrey Bogart.

Como bem sabe, o sr coltrane não deixa ninguém indiferente, desse momento em diante não descansei em saber quem era tal soprador e depois todos os outros que se seguiram.

Infelizmente ou não, interessei-me por fotografar jazz porque não tinha dinheiro para alimentar o vicio (concertos, discos, etc).

O sr Carlos Barretto viu as minhas primeiras fotos (festival de Jazz em tomar 2001) e ajuizou "fotografas com jeito" e publicou logo no seu disco (radio song) e deu-me todo o trabalho do solo pictórico, dessas mesmas primeiras fotos o sr Carlos Bica viu e disse "vou usar umas no meu Look what have they done to my song", como já eram 2 a dizer o mesmo, pensei "devem ter alguma razão", vou continuar, e por cá estou e pelo menos agora, vou a concertos.

Vou fotografando às prestações porque a minha vida é outra, e decidi criar o site para mostrar o trabalho, espero que os amantes de jazz possam apreciar tb.


Não deixem de visitar este site, hoje e a seguir aos concertos porque realmente as fotografias são surpreendentemente originais e artísticas.

JNPDI! FILES

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O saxofonista-tenor Joshua Redman em trio com o organista Sam Yahel e o baterista Brian Blade.

Disco: Elastic

Tema: "Jazz Crimes"

Prove um pouco do swing de Bublé

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Michale Bublé canta (bem) e há quem diga que faz lembrar Sinatra.

Pode vê-lo aqui ao vivo no seu ecran.

Já agora, já reparou no anúncio que apresenta Jamie Cullum como "o Sinatra de Jeans"?

Os publicitários já não sabem o que hão-de inventar!

Então e a Diana Krall é o quê? A Ella Fitzgerald em loura?

E a Madeleine Peyroux? Será a Billie Holiday de bonet?

No comments...

Marketing...

6 de Outubro de 2005

Parabéns à Orquestra de Jazz de Lagos!

A Orquestra de Jazz de Lagos, dirigida por Hugo Alves, comemora hoje um ano de actividade, facto que não queremos deixar de assinalar.

Que esta importante formação conte muitos mais e que continue a contribuir para o enriquecimento cultural do Algarve, são os nossos votos.

Revista JazzTimes de Outubro

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5 de Outubro de 2005

Bill Clinton dá-nos música!

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O antigo presidente dos EUA, Bill Clinton, ficou também conhecido, entre outras coisas, por tocar saxofone.

Pois bem, agora Clinton lançou um disco com os seus 11 temas de jazz preferidos, cujas receitas de vendas revertem para a Fundação William J. Clinton.

Em The Bill Clinton Collection: Selections From the Clinton Music Room, podem ouvir-se:

? Miles Davis, "My Funny Valentine"
? Nina Simone, "I Wish I Knew How It Would Feel to Be Free"
? John Coltrane & Johnny Hartman, "My One and Only Love"
? Zoot Sims, "Summertime"
? Mahalia Jackson, "Take My Hand, Precious Lord"
? Igor Butman, "Nostalgie"
? Judy Collins, "Chelsea Morning"
? Art Tatum, "There Will Never Be Another You"
? Mickey Mangun, "In the Presence of Jehovah"
? David Sanborn, "Harlem Nocturne"
? Phil Coulter, "The Town I Loved So Well"

Falando deste disco, Clinton afirmou que se não tivesse seguido a política estaria a tocar jazz no Cotton Club.

Esqueceu-se apenas de um pormenor: o Cotton Club fechou as suas portas seis anos antes de Clinton nascer!