8 de julho de 2007

SF JAZZ Collective hoje no Estoril Jazz

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O nome em si talvez não diga nada ao leitor mais desatento, mas tudo muda se dissermos que por detrás do SF Jazz Collective estão músicos como Joe Lovano (saxofone-tenor), André Hayward (trombone), Miguel Zenon (saxofone-alto), Dave Douglas (trompete), Stefon Harris (vibrafone), Renee Rosnes (piano), Matt Penman (contrabaixo) e Eric Harland (bateria)...

É precisamente este grupo que chega hoje, Domingo, ao Estoril Jazz, um verdadeiro ensemble de estrelas maiores no firmamento do Jazz, composto por oito dos mais prestigiados músicos e compositores da actualidade, que tem por missão interpretar projectos próprios e novos arranjos dos grandes compositores do Jazz moderno.

Criado em 2004 pela SFJAZZ – a maior organização não lucrativa na área do Jazz na costa Oeste dos EUA e responsável pela organização do San Francisco Jazz Festival – este colectivo nasceu sob a égide do saxofonista Joshua Redman, então director artístico deste evento.

A invulgaridade do projecto e a qualidade dos jazzmen a ele associados desde logo captou a atenção e os aplausos da crítica especializada, pelo que rapidamente se tornou uma referência, sendo elogiado pela forma inovadora como trata o respectivo repertório, o qual muda todos os anos, mantendo-se apenas a estrutura. Com efeito, o SF JAZZ Collective apresenta anualmente um conjunto de temas compostos por uma referência no jazz moderno (tendo já visitado as obras de Ornette Coleman, John Coltrane e Herbie Hancock), mas com novos arranjos da autoria do conceituado Gil Goldstein, e ainda uma composição da autoria de cada um dos seus oito membros actuais, o que assegura simultaneamente a renovação da tradição e a busca de novos caminhos síncronos com a actualidade.

Constituído por músicos de referência e com o seu estilo próprio, o SFJAZZ Collective consegue ainda assim manter o seu som distinto mediante o cultivo de uma estratégia que tem dado bons resultados: todas as Primaveras o octeto reúne-se em São Francisco para um período de ensaios de três semanas (caso raro nos dias que correm, mas essencial para dar verdadeiro significado à expressão Collective), aproveitando ainda para realizar workshops. É a partir daqui que o ensemble inicia subsequentemente a sua digressão pelos mais importantes palcos internacionais, a qual termina com a gravação de um novo CD que assim preserva o produto musical de cada nova temporada.

3 Comments:

At quinta jul 12, 10:42:00 da tarde 2007, Anonymous Mariana Camacho said...

inacreditavelmente talentosos! o concerto? memoravel..mas mais que isso, foi a Jam Session! lá sim, aconteceu Jazz! os solos de bateria d Eric Harland sao qualquer coisa de extraordinario... surreal até! tive a honra de os conhecer pessoalmente depois do concerto aqui no Funchal Jazz Festival [07/07/07] e sao fantasticos! eu nem acredito que estive com o Joe Lovano , com o Eric [oh meu deus] com o Stefon Harris!!...que falei com eles!

inesquecivel

 
At quinta jul 12, 11:57:00 da tarde 2007, Blogger Joao Moreira dos Santos said...

O Eric revelou-se uma pessoa super interessante na conversa que mantive com ele, assim como o Joe Lovano.

 
At terça jul 24, 04:31:00 da tarde 2007, Anonymous Mariana Camacho said...

ah pois que bem! =)

 

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