4 de dezembro de 2009

Cascais Jazz renasce hoje

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O Cascais Jazz, que marcou o mundo dos espectáculos nos anos 70 e 80, renasce hoje depois de duas décadas de ausência. A iniciativa é de Duarte Mendonça - que entre 1974 e 1988 produziu o festival com Luís Villas-Boas (o fundador, em 1971) - e decorre entre hoje e Domingo no Auditório do Centro de Congressos do Estoril.

O festival abre dia 4 com uma sessão solene de homenagem a Luís Villas-Boas no âmbito da qual é projectado um vídeo sobre o Cascais Jazz e se realiza um debate que conta com a participação de Duarte Mendoça, do presidente da Câmara Municipal de Cascais, António Capucho, e de cinco prestigiados jornalistas que noticiaram o festival ao longo dos anos 70 e 80: José Nuno Martins, João David Nunes, Jaime Fernandes, Júlio Isidro e António Macedo. Em termos musicais, a noite é preenchida pelo saxofonista norte-americano Lee Konitz, representando assim o respeito e admiração do produtor por "um músico-chave em toda a história do Jazz, já desde os anos de 1940, e por um criador musical que sempre se preocupou em caminhar a par ou mesmo à frente da própria roda do tempo". Aqui acompanhado por um trio de excelentes músicos europeus, Konitz resolveu ainda escolher, como convidado especial, um jovem e talentoso músico português – André Fernandes – que recentemente tem colaborado com o mestre em digressões pelo Velho Continente.

Sábado 5 é o dia mais preenchido por concertos. Tudo começa com o concerto pelo grupo de um histórico do Jazz português – o contrabaixista, compositor e pedagogo Zé Eduardo, outro frequentador da primeira série do “Cascais Jazz” – desta vez convidando para alargar o seu Unit o trompetista norte-americano Jack Walrath, uma referência do Jazz made in USA e membro destacado da entourage musical de Charles Mingus.

O destaque para a singularidade do Jazz feminino, mas também para o seu crescente poder do Jazz, é uma outra característica deste regresso do “Cascais Jazz”. Será também o Jazz das novas gerações a estar assim representado no festival, pelo “Magic Trio” da cantora-pianista Dena DeRose (com os pendulares Martin Wind e Matt Wilson, no contrabaixo e na bateria), bem como pelo fortíssimo quinteto da notável trompetista canadiana Ingrid Jensen.

Finalmente, no Domingo 6, actuam cinco grandes nomes que percorreram muitas das etapas da história do Jazz moderno, cinco verdadeiras lendas na pátria do Jazz, desde logo tendo à cabeça um dos maiores saxofonistas de sempre – Phil Woods – lado a lado com Lew Soloff, Cedar Walton, Rufus Reid e Jimmy Cobb.

Durante a realização do Cascais Jazz 2009 a Projazz/DM-Produções propõe-se ainda levar a cabo duas iniciativas paralelas que contribuirão para fazer reviver a memória do festival. A primeira é uma Exposição Permanente, situada no primeiro piso do edifício, na qual serão apresentados todos os Programas oficiais do “Cascais Jazz”, entre 1971 e 1988, com as respectivas capas e páginas centrais digitalizadas e a referência a todos os elencos que actuaram no mítico Pavilhão do Dramático de Cascais no período referido. A segunda é a projecção, no mesmo espaço, antes do início dos concertos, durante os intervalos e eventualmente no final do concerto pelos “Cascais Jazz Legends” (06.12.09) de excertos significativos de filmes / vídeos das edições do “Cascais Jazz” realizadas nas mesmas datas.

A história do Cascais Jazz foi recentemente contada de forma detalhada no livro de que somos autores.

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Uma parte dessa história ficou registada nos vídeos realizados então pela RTP e que hoje JNPDI aproveita para recordar, apresentando duas estreias absolutas no Youtube: Didier Lockwood (Cascais Jazz 1980) e L.A. Four (Cascais Jazz 1981).


MILES DAVIS (I Cascais Jazz, 1971)



SARAH VAUGHAN (III Cascais Jazz, 1973)



V Cascais Jazz, 1975



DIDIER LOCKWOOD (X Cascais Jazz, 1980)



L.A. FOUR (XI Cascais Jazz, 1981)



ART THEMEN JAM SESSION (XV Cascais Jazz, 1985)



LAURENT FILIPE (XVI Cascais Jazz, 1986)


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