23 de janeiro de 2010

Paulo Ochoa deixa a Universal Music

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Paulo Ochoa com Herbie Hancock, Allgarve Jazz 2008.
Foto: JMS/JNPDI


Definitivamente o Jazz em Portugal está a começar de forma aziaga a nova década. Depois do incêndio no prédio do Hot Clube e o encerramento do blogue Improvisos ao Sul, segue-se agora a saída de Paulo Ochoa da Universal Music, ontem consumada.

Ochoa era um verdadeiro motor promocional dos muitos artistas de jazz desta editora - divulgando discos pelos media, organizando entrevistas, apoiando a realização de concertos, etc. - pelo que a sua saída vem empobrecer o panorama deste género musical entre nós.

Por outro lado, este evento não pode deixar de significar, sem dúvida, um claro desinvestimento desta importante label no jazz em Portugal, o que já sucedeu anteriormente com editoras como a Blue Note/EMI, com os resultados que são conhecidos, nomeadamente o lamentável episódio público que envolveu Jason Moran em 2007.

JNPDI muito deve a Paulo Ochoa, que não só nos enviava regularmente discos para crítica, como facilitou entrevistas a músicos - desde Dee Dee Bridgewater a Jane Monheit - desenvolvendo com especial competência, proactividade e gosto as funções de promotor na área do jazz e da clássica da Universal Music Portugal. De facto, por várias vezes assinalámos aqui como ele era talvez o único que trabalhava bem o jazz no nosso país, pois não só o fazia com grande profissionalismo, como contrastava claramente com a inacção a este nível da maioria esmagadora das demais editoras internacionais, que deixaram de apostar no jazz.

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Paulo Ochoa com Dee Dee Bridgewater, CCB, 2006.
Foto: JMS/JNPDI


Por isso mesmo, e porque ele faz falta no Jazz e na música, daqui enviamos um abraço e os votos de que regresse brevemente a este sector onde deu os primeiros passos como especialista de jazz da loja de discos que em tempos funcionou no Coliseu dos Recreios de Lisboa.

2 Comments:

At segunda fev 01, 03:55:00 da tarde 2010, Blogger Vitor said...

A especialidade do Paulo Ochoa na loja da Música que funcionou em tempos no Coliseu de Lisboa foi de especialista na área da música clássica e não no jazz como refere.

 
At segunda fev 01, 11:40:00 da tarde 2010, Blogger JMS said...

Caro Vitor,

Obrigado pela correcção.

 

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